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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vamos num show de Rap? - por Mamuti NusCorre*



- “E aí, mano! Vamos colar num show de rap?”.

-“Num dá, tô sem din!”.

Essa frase tem sido frequente entre os nossos por quê? Além do fato de o din tá escasso pra todo mundo, os shows de rap andam cada vez mais caros, em lugares cada vez mais difíceis de nossos irmãos e irmãs aparecerem, e os bons shows de rap tão ficando elitizados.

Diz quem, há 10 anos, imaginaria ver shows de rap frequentes na região central da cidade, que não fossem festas da Rádio 105 FM ou eventos comemorativos das datas 13 de maio e 20 de novembro? Muitos veem isso como progresso - eu também - desde que pra isso o rap não tenha que sair das quebradas, que é o que vem acontecendo.

Já não bastava o rap perder grande espaço para o funk, por ter se perdido entre discursos xiitas e orelhadas exageradas na juventude, as pessoas ainda tiram os eventos de rap das quebradas, o que distancia ainda mais a música do público, e faz a gente perder mais espaço; afinal as festas da Dinamite, Furacão, Tsunami, acontecem lá a preços populares, possibilitando um entretenimento mais barato e prazeroso aos nossos.

Muitos dos artistas que as pessoas rotulam como “alternativos” e “undergrounds” reclamam que não tem espaço nas quebradas, mas já pararam pra se perguntar quantos desses se preocupam em colar em eventos que acontecem nelas e estar em mídias acessíveis a todos? A maioria deles só está na internet e nas festas do centro. Pois é, aí não adianta chorar.

Lógico, que a culpa não é só dos organizadores e grupos: o público também está ficando mal acostumado. Houve uma época aonde as pessoas iam das suas quebradas para outras pra ver eventos, e hoje, muitos desses mal vão a eventos no seu bairro, apenas em festas que forem no centro. Agora me diz, por que, tendo uma festa na sua quebrada, ou em alguma outra, onde os preços de bebida e entrada são mais acessíveis (às vezes entrada franca, evento na rua), as pessoas vão até o centro pagar 15, 20 reais na entrada da balada, onde uma água custa 5 reais?

A gente precisa voltar a ter aquela cultura de organizar/frequentar shows em campos, quadras, quermesses, meio da rua. Há alguns projetos que lutam por isso (NaRua, Jambaque, Hip Hop Na ação, Hip Hop Em Ação, Reviva Rap, Reduto do Rap, entre outros), mas estando lá como público e até fazendo parte da organização de dois, vejo muito descaso dos frequentadores de eventos com shows em quebrada, e por que? Porque não tem glamour da Rua Augusta? Porque não é no centro? Às vezes, as pessoas demoram mais pra chegar no centro do que pra ir num evento que é “longe”, e ainda assim falam mal dos eventos em quebrada!

Hey, MCs! Hey, público! Hey, organização... Nada contra as festas no centro, mas nós queremos o rap de volta em nossas quebradas, de onde ele nunca deveria ter saído!

 Mamuti NusCorre

www.zeroonzeep.nuscorre.com.br

www.nuscorre.com.br

"Se o que é real nunca morre, nós tamo aí... NusCorre"

Mamuti NusCorre é tecnólogo em Produção Audiovisual, vice-campeão da Liga dos MC’s 2011, no Rio de Janeiro.Integrante do grupo NusCorre, é co-idealizador do festival Reviva Rap e fundador do site Voz da Rua. Foi campeão das batalhas de mc da “Rinha dos MC’s”, “Peleja da Gangueiragem”, “Batalha do Santa Cruz”, “Super Contra” e “Rua do Flow” (interior de São Paulo).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quem é mais fã? - por Fabys For Fun*



 Já perceberam que hoje em dia, até no meio do Rap, tem rolado competições pra saber quem é mais fã que quem?

    Se você não sabe o número que o cara calça, você é poser. Se você não sabe o aniversário da mãe de todos os integrantes do grupo, você é modinha. Se você não sabe a lista completa das músicas que tocaram no show do Amapá em janeiro de 1998, você não é digno de ouvir o som do cara.

   Isso é mesmo necessário? Os fãs deveriam se unir pelo bem da carreira do ídolo, e não ficarem competindo e se classificando. Hierarquia até nos momentos de lazer? Será mesmo que eu, por estar no meio do Rap há 16 anos, sou mais fã do que o moleque que começou a ouvir agora, mas vai a todos os shows, compra os CDs, compra a camiseta...?

  Tem que ser como minha prima, que era fã do Tande (da seleção masculina de vôlei), e quando ele casou, ela entrou em depressão. Ficou mais de mês sem sair de casa, só chorando. Isso é que é ser fã? Pior que essa história é verdade! Até hoje o assunto "Tande" é proibido em festas de família. JURO!

  Hoje em dia a moda dos fã-clubes está voltando. Eu, no auge dos meus quase 30 anos, não tenho paciência pra esse tipo de coisa, mas acho que faz parte da adolescência e juventude, além de ser um ótimo incentivo para o artista. Mas não é porque você é do tal fã-clube que pode desmerecer o fã que não é.

   Sábado fui com um amigo ao show do Instituto e convidados (Kamau, B Negão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé), tocando Tim Maia Racional. E esse amigo passou o dia inteiro dando pulinhos porque iria ver a homenagem ao Tim Maia, que era um de seus grandes ídolos.

OK!

 Estávamos nos divertindo, cantando, dançando, e quase no fim do show ele vira e pergunta: "Os caras não vão tocar nenhuma do Tim Maia?" Na hora eu fiz um olhar alt6 né (¬¬), e nem respondi. Claro que eu acho meio absurdo alguém ser super- fã do Tim Maia e não conhecer a fase mais interessante e importante da sua carreira, mas depois fiquei pensando: “E daí?": o cara foi no show, curtiu demais, dançou, cantou... O que tem que ele não conhece certa fase do artista? Tá certo que é uma fase importante pra todo cenário musical brasileiro, mas e daí? Com certeza ele aproveitou mais o show do que grande parte do público que estava lá.

  Enfim, temos que parar de achar que somos donos da música, donos dos artistas... Vamos compartilhar conhecimento ao invés de debochar dos que sabem menos do que a gente. Vamos nos unir pra elevar o nível de alcance do artista que a gente gosta. Garanto que a sensação de ver alguém que somos fãs fazendo sucesso é muito boa! Tentem isso em casa! hahaha

 A música agradece!

 *Fabys For Fun é fã de Rap desde criançinha.

 http://www.orapinforma.com/

 msn: fabysforfun@hotmail.com

 twitter: @fabysforfun

 tumblr: www.fabys.tumblr.com

 myspace: www.myspace.com/fabysforfun

quarta-feira, 13 de abril de 2011

"O Rap virou Pop?" - por Lucas Tristão*

O rap virou pop. Ou ao menos foi isso que disse a revista Época esses dias nessa matéria aqui. Concordando ou não com o conteúdo produzido pelos jornalistas em questão, assim que  li a o título da coisa já pensei: "Isso vai dar merda."

Desde então, tenho reparado que tem muita gente insatisfeita com essa reportagem. Mas o que me incomoda e que o que os tem irritado é o uso do termo Pop, e não a forma como os artistas foram retratados na matéria.

O fato é que a palavra Rap e a palavra Pop não podem estar na mesma frase sem que haja algum tipo de antagonismo entre elas. Os fãs mais xiitas tem pesadelos com isso. E o Pop já é tão mal visto no rap, que virou até xingamento em batalhas de MC.

Mas porque esse medo todo de virar Pop? O Rap não é uma música de mensagem, transformação e de mudança? Então por que não fazer essa mensagem chegar a cada vez mais pessoas? Afinal de contas, os fãs  “convencionais“ nós já temos, portanto eles já concordam e já assimilaram a mensagem.

Infelizmente, música Pop, pro fã "comum" de rap, já é automaticamente associada à rimas idiotizadas, micaretas, diamantes e biatchs americanas quando na verdade, não precisa ser assim. O Brasil mesmo tem artistas consagrados de outros gêneros, e que continuam produzindo música de qualidade. Os EUA, os pais do nosso querido Rap, já provaram que é possível ganhar a mídia sem fazer música ruim (Common, Jay-z, Eminem, Kanye West e tantos outros).

A verdade é que ser Pop não é pecado. Claro, as raízes do movimento precisam ser respeitadas. Ninguém aqui discorda disso. Mas esse respeito não pode se transformar em exagero e acabar sendo contra-produtivo para a criação. Afinal de contas, Rap é uma forma de Arte. E Arte costuma quebrar parâmetros, desafiar fórmulas e arquétipos.

O problema da matéria não reside na classificação do Rap como Pop. O problema da matéria está na quebra de um estereótipo para a formação de um outro. Na construção de uma oposição que deprecia tanto o “rap antigo e mal encarado" quanto o "rap novo pop e colorido” que eles construíram na revista.

No fim das contas, a mídia continua mostrando despreparo e preconceito para falar da música que a gente ama. E a gente, ao começar a criticar os artistas retratados e não o veículo que fez a parada, continua mostrando desunião e total despreparo para lidar com a mídia.

Desse jeito, nunca poderemos mesmo ser Pop. Para os Mcs inseguros, os artistas frustrados, fãs ciumentos e jornalistas preconceituosos a sensação deve ser de missão cumprida.



*Lucas Tristão é MC, integrante do Crewolina Crew e estudante de Publicidade e Propaganda.

@LucasTristao

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Timm Arif (Primeira Função) lança videoclipe "O Mito da Caverna"

No sábado, dia 09/04, aconteceu no Espaço Cultural no Fim do Mundo, a Massala Hip-Hop Party, primeira edição da grade de eventos da produtora Massala Diversidade Cultural. A atração principal da festa, no entanto, não era a produtora, e sim a estreia do videoclipe do Mc Timm Arif, integrante do grupo Primeira Função.

“O Mito da Caverna” é um trabalho da produtora em parceria com o grupo e o diretor Iuri Stocco (ISSV), também diretor de “Paulistano” do MC Mamuti NusCorre e “Cartas”, de Vitor Vieira. Filmado em dois dias nas ruas do Jardim Brasil, ‘quebrada’ oficial do Primeira Função, o clipe teve a participação de vários moradores locais e de outro profissionais do segmento, como o DJ Will, residente da festa Sintonia e DJ de Rael da Rima.

O clipe e a música de “O Mito da Caverna” fazem uma analogia com a obra do filósofo Platão, que retrata seres humanos dentro de uma caverna, não necessariamente a física, mas a caverna da limitação, que impede de nos libertar da condição de escuridão,  não nos deixando enxergar a luz da verdade. No clipe, simbologicamente foi usada uma venda, materializada como a caverna, que pode nos aprisionar na ignorância, seja ela circunstancial ou opcional, desde pequenos ou então, com o conhecimento e cultura, nos livrar desta venda (caverna) e enxergarmos a realidade das coisas, pessoas e situações.

Confira as entrevistas com o diretor Iuri Stocco e o editor do clipe, Base MC,  o ensaio fotográfico dos dias de gravação, realizado pela fotógrafa da equipe Massala, Jess Penido, e o tão elogiado videoclipe “O Mito da Caverna”

Entrevistas concedidas a Fabiola Ribeiro e Ana Fonseca

Iuri Stocco

Massala Diversidade Cultural - Como surgiu a ideia para o roteiro do clipe?
Iuri Stocco - A ideia inicial surgiu num telefonema com o Base MC, quando ele me explicou sobre o “mito da caverna”, que eu até então desconhecia. Base me cercou dessa referência, e eu fiquei pensando em como materializar a mitologia em um objeto, e o que mais me simbolizava isso era a venda.  Daí pra frente eu montei um pequeno storyboard em casa, e  no meio dos desenhos me veio à ideia de usar uma criança que simbolizasse o Timm, como se ele fosse a antítese do mito: ele estava vivendo com as sombras, no plano perfeito das ideias, mas prefere desnuviar os olhos e viver a realidade, seja ela qual fosse.

MDC - Esse é seu terceiro vídeo clipe. Já consegue definir seu estilo de direção e produção, ou isso varia de roteiro para roteiro?
IS - Apesar de ser o terceiro clipe, o estilo de direcionar os atores ou músicos varia de roteiro para roteiro. Cada clipe carrega suas características particulares, ele é a tradução da música em imagem, então tenho que estar aberto para o que a música vai mostrar: quando ouço, vou montando cenas na cabeça e pensando em referências no cinema, taí! Talvez isso defina uma espécie de estilo, sempre para montar o clipe uso referências do cinema, não de outros videoclipes que eu tenha visto.

MDC - Como é o processo de escolha das imagens para o trabalho?
IS - Como eu não sei editar vídeos, sempre tem um editor comigo, o processo é meio maluco, pois eu filmo as cenas e vou numerando elas com as mãos no final de cada take, ai falo para o editor: "pega a cena 5 até tal ponto, e corta para cena 10 seguido do insert 4 e vai pro fade out!!!" Faço como um diretor de teatro ou o controlador do Swicher na Televisão.

MDC - No que o clipe de “O mito da caverna” se difere dos outros clipes de rap?
IS - Acredito que a diferença está na ideia que trazemos por trás do clipe, e ela vai além de filmar o grupo cantando e registrar 'inserts' de denúncia; o clipe caminha para o lirismo, afinal a maior denúncia já nos cobre os olhos!! Já esta na hora de sair da caverna, de arrancar a venda...



Base MC


Massala Diversidade Cultural - Como surgiu a ideia para o roteiro do clipe?
Base MC - O Roteiro surgiu das trocas de ideia nos ensaios  juntamente com  Timm Arif. Nessas conversas veio à minha mente a ideia da faixa, e ai com as ideias dele, do Fahim, do Akilah e do Iuri fizemos a parada! Colocamos em prática as nossas viagens, influências e nossa visão de como seria um clipe pra essa música!

MDC – Por que a temática do “mito da caverna”? Por que a escolha dessa mitologia, e não outra, por exemplo?
BMC – A escolha da temática foi do próprio Timm. Não só ele, como nós todos acreditamos que o “mito da caverna” é a mitologia mais facilmente adaptada à realidade em que vivemos, onde as pessoas, muitas vezes por opção, ficam na “caverna” por pura ignorância, sem querer tirar essa venda dos olhos, sair da situação, enxergar e enfrentar a realidade, seja no trabalho, na música, nas relações humanas.

MDC - Quais foram os recursos técnicos utilizados na edição do clipe?
BMC – Para a edição não teve muito segredo: chegamos à produtora, descarregamos as imagens, assisti todo o material bruto de mais 3 horas de filmagem e aproveitamos as melhores cenas, um processo normal de edição, numa ilha profissional da produtora Zumbi Filmes, onde tivemos condições de usar efeitos mais profissionais.

MDC – Em sua opinião, o que difere o Primeira Função dos outros grupos de Rap?

BMC – Acredito que a diversidade é um ponto forte no grupo. Diversidade etária, de experiências. Somos um grupo, mas temos vivências muito diferentes, e isso graças a Deus, contribui de forma positiva: o Akila Jelani é o mais velho, e traz toda uma bagagem musical diferente, uma formação mais old school e de muita história musical; o Fahim é o integrante mais novo, então ele traz na sua formação influências mais recentes, como Sabotage, por exemplo. O Timm é, digamos mais ‘intelectual’, é poeta, ama livros então as suas composições têm realmente um traço forte de trabalho com mitologias e analogias mais ricas. E eu sou um apanhado disso tudo, consigo beber de todas essas fontes diferentes, e assim se forma o Primeira Função!

ASSISTA O CLIPE:

http://www.youtube.com/watch?v=4RuGEvFNvGE&feature=feedf

Ensaio Fotográfico por Jess Penido:


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Colunista do Massala, Bárbara Ladeia escreve sobre o "Black na CenaMusic Festival"

Resenha por Ana Fonseca

A jornalista e colunista do Massala, Bárbara Ladeia, escreveu para o jornal Brasil Econômico, em 05/04, a matéria “Evento de música negra agita mercado de entretenimento” sobre o “Black na Cena Music Festival”, que acontecerá nos dias 22 a 24 de julho deste ano, no Arena Anhembi, em São Paulo.

O Festival já está sendo anunciado nas redes sociais. Os maiores destaques, sem dúvida, serão George Clinton, Public Enemy e Redman, mas também contarão com nomes brasileiros importantes como Sandra de Sá, Racionais MC’s, Thaíde e Xis.

O que, na verdade, merece um destaque e uma reflexão, é a atenção dos profissionais realizadores de grandes espetáculos musicais, cada vez maior, com a música negra e suas vertentes. Em maio, teremos o “Urban Music Festival”, que conta com apresentações de John Legend, The Roots e Emicida, e logo depois o festival que é destaque deste post. O que é importante ressaltar, é que, mesmo em processo vagaroso, o meio da música negra está angariando interesse, investimentos, patrocínios, enfim, uma ascensão em vários sentidos.

Isso aumenta a responsabilidade de todos os envolvidos com o segmento de um modo geral: MC’s, DJ’s, beatmakers, produtores e demais profissionais. Se o mercado em geral está “de olho” e querendo investir, é nosso dever sim trabalhar para que possamos realmente ser observados como PROFISSIONAIS, genuinamente falando, cada qual em sua área de atuação, e principalmente que o nosso trabalho é de qualidade, e merece respeito e atenção, primeiramente de nós mesmos (de um pelo outro), para que isso possa passar a acontecer entre profissionais de outros segmentos artístico-musicais. Ou seja, um caminho também de “dentro para fora”.

Sim, “é muita oportunidade para as mesmas pessoas”, mas não podemos esquecer que também somos nós que fazemos nossas próprias oportunidades, e aí é que o profissionalismo e a qualidade artística de cada um se tornam itens de primeira necessidade na evolução de nossas carreiras.

Veja a matéria de Bárbara Ladeira para o Brasil Econômico aqui

http://www.brasileconomico.com.br/noticias/evento-de-musica-negra-anima-mercado-de-entretenimento_100123.html

Confira a programação do “Black na Cena Music Festival”, segundo o G1 – Pop e Arte

Dia 22 – Sandra de Sá / Baile do Simonal (Wilson Simoninha e Max de Castro) / George Clinton

Dia 23 – Marcelo Yuka / Xis / Public Enemy

Dia 24 – Thaíde / Racionais MC’s / Redman

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/04/festival-traz-ao-brasil-shows-de-public-enemy-e-george-clinton.html

Segundo o site oficial do festival, mais atrações serão confirmadas em breve. Serão 20 nomes nacionais e internacionais em mais de 30 horas de música. Os ingressos para o Black na Cena, dedicado à música e cultura negra, começam a ser vendidos nesta quarta-feira (6) por R$ 100 e R$ 50 (meia-entrada), preço do primeiro lote, por meio do site http://www.zetks.com/.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vai, não -Vai dos Incentivos Culturais - por Helton Gomes*

Quem manteve pelo menos um dos dois ouvidos abertos há duas semanas sobre o que rolava no Brasil, ouviu falar do imbróglio. Ela pediu uma autorização. Os manda-chuvas da cultura deram. Ilegal a parada não era. Qualquer cidadão pode apresentar um projeto cultural e se valendo da Lei Rouanet, caso seja aprovado, captar a grana junto a quem tem dinheiro. A treta é que toda essa movimentação era para viabilizar a criação de um blog com orçamento de R$ 1,3 milhão. A título de mensurar a bufunfa, dá pra pegar o busão em São Paulo mais de 433 mil vezes.

Mas peralá, estamos falando de 365 vídeos (um para cada dia do ano), dirigidos pelo Andrucha Waddington (“Eu, tu, eles”, “Lope”, manja?), em que Maria Bethânia (Tropicália, manja?) declamaria poesias em língua portuguesa (Pedro Bi...digo, Camões, Fernando Pessoa, manja?).

A grana não é dada assim de graça também. Funciona na base da renúncia fiscal. A empresa que patrocinar o projeto descontará o valor do imposto de renda devido. Ao invés de ser dinheiro que sai dos cofres públicos, é dinheiro que deixará de entrar.

Não deu outra. Geral caiu de pau. Onde já se viu? Uma artista famosérrima utilizar essas ferramentas públicas para financiar sua arte. E qual é o problema? Parece existir um sentimento de que a autorização para captar recursos recebida pela Bethânia pode, de alguma forma, tirar o doce de alguém. Enquanto há uma caralhada de parlamentares sendo instado a explicar o vai-vém responsável pela grana em seus bolsos, a artista, que vai pela onda da via legal para financiar o projeto dela, é apedrejada.

Mas, enquanto isso, mamãe já dizia (mentira!): quem planta trabalho, colhe din din (excetua-se dessa equação, claro, a variante tempo). Mas, é bom ressaltar – ou avisar os incautos, né – que isto é somente uma metáfora. Nem tente procurar mudas de árvore de dinheiro. No eczistem.

Bom, enquanto essa discussão do blog rolava, o processo do VAI (Valorização de Iniciativas Culturais) foi concluído, escolhendo os projetos que serão subsidiados pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em 2011. Dos 797 inscritos, 147 foram selecionados. A verba do VAI, a grana destinada ao rateio entre os projetos, que era de R$ 2, 75 milhões subiu para R$ 3,05 milhões, devido ao “aumento de propostas enviadas, bem como a qualidade das mesmas”, segundo a pasta.

E vindo fortalecer a cena do Hip Hop, dez projetos contemplam a cultura. Fiquem ligados que vem coisa boa por aí; as iniciativas são:
-Hip Hop Cultura de Rua
-Rádio Love Rap
-Festival & Prêmio Reviva Rap
-Rinhas do MC´s
-Web TV Hip Hop Mulher
-Mapeamentos - Hip Hop por São Paulo
-Germinação Hip Hop
-Hip Hop, Poesia e Inteligência
-Voz Feminina Hip Hop ReEvolução
-Graffiti'art
-Breaking The Floor 2
-"Hip Hop Conectando Quebradas: de Inocência a Maria da Penha"


*Helton Gomes é jornalista.

quinta-feira, 31 de março de 2011

PONARRU lança "Ta Mentindo Tindo Tindo" de Raphão Alaafin e James Bantu



O selo PONARRU não poderia ter escolhido data melhor! Justo no dia 01/04, popularmente conhecido como “Dia da Mentira”, o selo lança o videoclipe da música “Ta Mentindo Tindo Tindo”, que pertence ao projeto em conjunto do MC Raphão Alaafin e do músico James Bantu.

Dialogando sobre a mentira nos tempos modernos, a música fala sobre diversos acontecimentos, inclusive sobre o incidente envolvendo Bantu e o Banco do Brasil, em fevereiro deste ano.

A produção musical de “Ta Mentindo Tindo Tindo” é do próprio PONARRU, e a gravação foi no estúdio Casa 1. A direção e edição do videoclipe ficou por conta de Green Alien, que se destaca cada vez mais na área de produção de clipes musicais no Rap. Green será responsável por todo o registro em vídeo deste projeto e pelos clipes do selo.

A faixa tem previsão de ser lançada oficialmente ao final de 2011, no EP especial desta parceria entre Raphão e James.

Apesar de ser o “Dia da Mentira”, a verdade é que tanto a música quanto o clipe estão excelentes! Confira o vídeo de “Ta Mentindo Tindo Tindo”

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=BmJBp8tSycw&w=480]



Para baixar e ouvir a fiaxa, confira o Sound Cloud do MC Raphão

http://soundcloud.com/raphao/james-bantu-e-raph-o-alaafin