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quinta-feira, 31 de março de 2011

PONARRU lança "Ta Mentindo Tindo Tindo" de Raphão Alaafin e James Bantu



O selo PONARRU não poderia ter escolhido data melhor! Justo no dia 01/04, popularmente conhecido como “Dia da Mentira”, o selo lança o videoclipe da música “Ta Mentindo Tindo Tindo”, que pertence ao projeto em conjunto do MC Raphão Alaafin e do músico James Bantu.

Dialogando sobre a mentira nos tempos modernos, a música fala sobre diversos acontecimentos, inclusive sobre o incidente envolvendo Bantu e o Banco do Brasil, em fevereiro deste ano.

A produção musical de “Ta Mentindo Tindo Tindo” é do próprio PONARRU, e a gravação foi no estúdio Casa 1. A direção e edição do videoclipe ficou por conta de Green Alien, que se destaca cada vez mais na área de produção de clipes musicais no Rap. Green será responsável por todo o registro em vídeo deste projeto e pelos clipes do selo.

A faixa tem previsão de ser lançada oficialmente ao final de 2011, no EP especial desta parceria entre Raphão e James.

Apesar de ser o “Dia da Mentira”, a verdade é que tanto a música quanto o clipe estão excelentes! Confira o vídeo de “Ta Mentindo Tindo Tindo”

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=BmJBp8tSycw&w=480]



Para baixar e ouvir a fiaxa, confira o Sound Cloud do MC Raphão

http://soundcloud.com/raphao/james-bantu-e-raph-o-alaafin

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sobre Pia Quebrada, Fotografia e Diálogo - por Jess Penido*


Todos querem deixar sua marca no mundo. Seja um rabisco em uma parede, uma pia quebrada, matar pessoas ou fazer algo artístico. Alguns nascem com vocação artística e não a usam ou simplesmente nasceram para olhar pinturas, mas insistem em querer pintar. E não se trata de estar errado ou certo, bonito ou feio, o importante é deixar uma marca, algum resquício de que um dia você existiu.

Talvez você se contente em quebrar uma pia, mas eu quero ousar ser eterna e a fotografia é um dos “por onde”, assim como espero que ela seja meu “enfim”, pra um dia poder dizer á ela “enfim sós”.

O interesse é antigo e o envolvimento é recente, o que faz a fotografia me ser familiar e intrigante. E o que começou como hobby, hoje tem proporções de futuro e de novas escolhas. Engraçado até, por pensar que eu já tinha escolhido o que ser quando crescer só não tinha acertado o dardo na fileira certa.

Hoje sou estudante de Relações Internacionais com um faro esquisito pra jornalismo e uma mania estranha de fotografar as pessoas sem que elas vejam. Foi com essa descrição que consegui achar meu lugar no mundo: o tal do Fotojornalismo, yay! Meu primeiro professor de fotografia disse que eu tinha o dom pra coisa, gosto de acreditar que ele esteja certo.

Qualquer arte é baseada na sua raiz e nas coisas que fazem parte do que você é, portanto com a música e principalmente com o RAP foi assim, da forma mais natural possível. E em meses já trabalhei com tanta gente talentosa e já me orgulhei de tantos trabalhos que as projeções futuras só podem ser de longo alcance. Dizem que o céu é o limite, eu acho que tem muito chão depois do céu.

Contudo é preciso muito estudo e foco, quem acha que ser Fotografo é apontar a câmera e apertar o botão do obturador está redondamente enganado, por que fotografar qualquer um pode, mas transmitir algo através da fotografia é para poucos. Ser eterno é para poucos. É necessário enxergar algo que está aquém do simbólico, ou seja, o real. Sendo assim, para transmitir algo é preciso ter algo a dizer...

E então, você tem algo a dizer?
--

Jess Penido
www.flickr.com/jesspenni
@jesspenido

*Jess Penido é fotógrafa do Massala Diversidade Cultural, Rua do Flow, NusCorre, Coisa Simples Estúdio e Radar Urbano.

sexta-feira, 25 de março de 2011

MC Pixote Xiita (Família 4 Vidas) dá entrevista exclusiva



Afastada do centro da cidade onde o Hip hop tem maior representatividade, a Famíl4Vidas tem ajudado à movimentar a cena na Zona Oeste da cidade. Oriundo de Carapicuiba, o grupo tem implementado nas cidade vizinhas mais iniciativa em prol do movimento.

Esse domingo acontece a 4º edição do torneio de beatmakers ,  Hip Hop Beats, e já estão programados outros eventos na cidade. Em conversa com o MC Pixote Xiita, integrante do grupo, ele  fala sobre o Hip Hop Beats  e os novos projetos. Confira!!

Entrevista realizada por Fabíola Ribeiro

Massala Diversidade Cultural -  Você estão organizando o Hip-Hop Beats que acontece esse domingo e também uma edição da festa Sintonia em Osasco. Como é a cena Hip-Hop na cidade?

Pixote Xiita - Em Osasco, a cena ainda está se iniciando, devagar, mas como a área engloba a Zona Oeste, acaba se tornando forte em matéria de Hip-Hop. Em relação aos eventos locais, acontecem os eventos da ORB Produções e o evento “Bate Caverna na Quadra”. Na cena de Carapicuíba, quem se destaca são: Família 4 Vidas, Brado Anchieta, 1MR4. Caos do Subúrbio e agora com a volta do grupo Ponto de Tráfico, só tem mais a fortalecer a cena local.

MDC - Quais as novidades para a 4º edição do Hip Hop Beats?

PX - As maiores novidades serão o show do Enézimo, do Pau de dá em Doido, além de ser um evento de batalha de beats. A premiação do evento ainda é modesta, mas para nós já é uma conquista: com essa realização, já podemos pensar um pouco mais longe neste sentido.

MDC - Depois de tocar com importantes nomes do rap nacional quais são as referências levadas para o “Retorno da Saga”? Fale um pouco mais desse novo trabalho.
PX - O “Retorno da Saga” é um disco muito planejado. Levamos um ano para ser feito, fizemos mais de 20 músicas, e escolhemos oito para estar no CD. Ele é dedicado a todas as pessoas que curtem nosso trabalho, e nos cobravam na rua. Taí a resposta, o trabalho dedicado a todas estas pessoas.

MDC - Quais os novos projetos da Família 4 Vidas?

PX - Estamos trabalhando este EP, as músicas e pensando em fazer um lançamento oficial dele. Também queremos realizar um videoclipe, que será gravado no mês de maio, além de projetar uma mix tape. E continuar correndo, sempre!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Liberdade de expressão: aprecie com moderação



- por Bárbara Ladeia*

Não é de hoje que o mundo das danças está tomado por um forte ímpeto de misturas. Louvável. Não há nada mais criativo nem verdadeiramente brasileiro do que a fusão cultural.

A ideia então é adotar um raciocínio, quase dialético, para a construção de novos padrões e formatos de expressão corporal. Ponto para o criador, ponto para a criatura. Perfeito sob o ponto de vista criativo, uma vez que abre um infinito de movimentos para corpos repletos de novas possibilidades.

Temos então diversas matrizes diferenciadas que uma vez combinadas são capazes de gerar subprodutos incríveis. Curvas inovadoras e linhas surpreendentes que preenchem o espaço de novas leituras musicais recheadas de outras expressões.

Se a dor e o ciúme do tango, por exemplo, puderem vir acompanhados da flexibilidade e intensidade dos movimentos das ruas, é inegável que teríamos algo surpreendente, inovador e, no mínimo, mais compatível com a realidade de um público muito mais acostumado com os esgueirar das realidades urbanas que dos grandes salões de bailes.

Musicalmente, muitas combinações e fusões já foram experimentadas. A maior parte delas com grande sucesso, propondo uma espécie de fusão nuclear. De dois núcleos rítmicos, conseguimos uma espécie de bomba experimental - dela temos por resultado uma nuvem sensorial, provocando os olhos, os ouvidos e alma, com sequelas irreversíveis.

Acompanhando o exemplo acima, experiências como Tanghetto e Narcotango não podem ser deixadas de lado. São grandes representantes da modernização do tango clássico a partir de uma cuidadosa fusão com os ritmos do hip hop e outras experiências eletrônicas.

No entanto, é a matemática da música quem não nos deixa pecar. O que agrada ou não os ouvidos é questão de afinidade, interesse, mas é inegável que o cálculo rítimico é que não deixa que o músico embarque na completa e irrestrita loucura, produzindo mais estranheza que verdadeiramente uma provocação aos ouvidos de seu público.

Na música há matemática, há padrões. A contagem do ritmo, as notas, os compassos não permitem que o verdadeiro músico se aventure por atividades cujo rótulo de “música” possa ser questionado. Na dança não temos esse trunfo, ou camisa de força — nome disso fica por sua conta.

Não é raro —que jogue a primeira pedra o bailarino ou coreógrafo que nunca viu — vermos cartazes e banners espalhados aos quatro cantos convidando para experiências incríveis em espetáculos ou números de dança baseados na tão falada “fusão de estilos”.

Nesse caso, a maior parte do que se vê se limita a uns passinhos de um estilo aqui, intercalados com uns passinhos de outro estilo acolá.Alguns giros, então o bailarino executa um final deslumbrante e voilá! Habemus coreografia. Para continuar seguindo meu exemplo, teríamos uns deslizes de perna, umas passadas cruzadas violentas, alguns lockings de ombros, um encerramento triunfal com sequências executadas no solo e está feito o espetáculo.

Há uma enorme lacuna no que tange o processo de estudo e pesquisa na construção das fusões em dança. Sinto falta de empenho e estudos, da dedicação em conhecer a essência de cada um dos estilos a serem trabalhados.

Sinto falta de pesquisas mais profundas que indiquem onde e exatamente porque eles podem e devem se cruzar neste ou naquele determinado ponto da performance — ou nela inteira. Com um trabalho corporal bem construído, a música sequer precisa sugerir a fusão dos estilos. É a dança quem vai dar as regras da leitura da música, uma vez que vivemos em um mundo de estímulos muito mais visuais que auditivos.

Se é para falar do quanto falta de pesquisa na construção de uma verdadeira fusão, o aspecto fisiológico de cada uma das modalidades não pode ser deixado de lado. Cada um dos estilos possui suas técnicas próprias, suas linhas e suas curvas.

Com um pouco mais de dedicação e empenho é possível encontrar pontos em comum, bem como algumas dissonâncias, o que tornam a construção desse momento artístico algo muito mais complexo e rico. Vale se perguntar, o tempo inteiro, onde as danças se encontram e se afastam, do ponto de vista anatômico e estrutural. Essa experiência confere um grau de intimidade com os movimentos perfeito para a criação de um novo repertório muito mais elaborado e repleto de nuances.

Tudo me leva a crer que nos falta a matemática. Falta, para a maior parte de nós, os estudos das origens dos movimentos e os cálculos da dimensão de cada um dos nossos deslocamentos, curvas, retas, contrações e expressões. Se a nós foi dado o melhor de todos os presentes, também nos foi oferecida a mais perigosa de todas as responsabilidades e, invariavelmente, o mais arriscado de todos os vícios: a completa, irrestrita e não calculada liberdade de expressão.
  • Fica minha sugestão de um lindo trabalho. Para mim esse foi o grande dia em que o Tango encontrou a Dança Contemporânea com sabedoria e sensibilidade.

Tango Sob Dois Olhares, de Roseli Rodrigues (Cia Raça de Dança)




* Bárbara Ladeia é jornalista e dançarina (DRT - 28511/SP).

segunda-feira, 21 de março de 2011

MC Raphão Alaafin lança nova música "Brigas" e concede entrevistaexclusiva para o Massala

"A correria em forma de gente". Assim se denomina o MC Raphão Alaafin,  que está na estrada há aproximadamente 12 anos e hoje lança mais um trabalho: a música "Brigas", que faz parte de uma série de canções especiais denominadas "Nosso Ritmo é Rap". A música é a quarta deste bloco, que tem como eixo principal os sentimentos que fazem parte de uma relação amorosa. Nesta entrevista exclusiva para a produtora Massala Diversidade Cultura, o MC fala da faixa em questão, de seus posicionamentos e dos vários projetos que está inserido, afinal, Raphão é o significado prático da frase que inicia este post. Confiram a entrevista e logo abaixo, o link para baixar o som!!

Entrevista concedida a Ana Fonseca

Massala Diversidade Cultural - Em "Brigas", o enfoque é sobre as discussões de relacionamento. Por que trabalhar o motivo na faixa? No decorrer da música, que pontos sobre o tema são abordados?

Raphão Alaafin - Na verdade, a idéia de “Brigas” veio da seqüência que a aborda o tema “Nosso Ritmo é Rap”, que foi meu presente de casamento para minha companheira, há três anos, e vem se repetindo por todos os anos. Aí fiz a NRR2 (Metendo Mala - Nosso Ritmo é Rap 2), a NRR3 (Encontro - Nosso Ritmo é Rap 3), e vi que estava tudo romântico demais, e nem nos contos de fadas toda relação é só amor. Tem discussão, tem treta, mas como eu digo no som: “se a briga é pra continuar o futuro, tá, fala...”. Enquanto estava produzindo a letra da faixa, percebi que a “graça” das brigas é essa: quando tem muito amor no meio, é para resolver, a briga é para continuar junto e não pra separar.

A música expressa  ondas de sentimentos, uma hora pra irritar, outra pra consolar, outra parte de ironia, como todas as brigas são. A música definitivamente é uma briga de casal, mas um casal que quer ficar junto, esse é o grande lance!

MDC - A faixa "Brigas" é a quarta música do bloco "Nosso Ritmo é Rap", todas falando sobre relacionamentos e paixões em geral. Qual é, pra você, a importância deste tema nas músicas? Pretende gravar mais faixas deste bloco?

RA - Esse “bloco” começou a partir de uma brincadeira que fazia com minha companheira, quando namorávamos. Fazia música para ela toda hora, mas bem intimamente, nada que  deveria ou poderia ser divulgado. Então no dia do nosso casamento fiz “Nosso Ritmo é Rap” (NRR1), que seria uma música em homenagem a ela sim, mas também uma música de trabalho, e na verdade a “saga NRR” mistura amor e música, e essa é a grande sacada, pois são as duas coisas principais que estão presentes desde o início em nossa relação, já que ambos somos amantes e estudiosos dela.

Acho importantíssimo o Rap abordar este tema, até porque um dos motivos seria  romper com o paradigma temático que acabamos reproduzindo; e a outra razão é que as relações fazem parte da vida de todo mundo, e o que é a música senão a expressão disso? Em relação a gravar mais faixas deste ‘bloco’, pretendo chegar até a NRR999 (risos)

MDC - Como você enxerga o trabalho do "MC Raphão" neste momento? Mais evoluído, com novas perspectivas?

RA- Mais evoluído sem dúvida. Até porque, depois de 10, 12 anos batendo cabeça, tem uma hora que você fala: “Opa! É isso que tenho que fazer”. Mas não quer dizer que todos estes anos, eu estava panguando, na verdade tudo aconteceu pra ser da forma que é hoje. Eu dizia: “Queria ter a cabeça que tenho hoje com 16 anos”. Se fosse tão simples, seria maravilhoso, mas não é: eu só estou com esta cabeça hoje, porque comecei lá atrás. Tomei “Pelé” de estúdio, criei e desmontei grupo, cantei em vários lugares sem transporte, sem grana, sem comida, sem estrutura, porém também já cantei em eventos com uma estrutura invejável, e tudo isso fez parte da experiência.

Neste momento estou sendo o que sempre fui: trabalho, correria, é isso tudo, mas de uma forma mais objetiva e organizada, avaliando sempre o momento do Rap, que muda a todo instante, inclusive quando vocês estiverem lendo esta entrevista, meus pensamentos já podem ter mudado (risos).

MDC - Uma característica marcante do seu estilo é a diversidade: musical, de letras, e de temas. Você encara como um diferencial no Rap? O que você pode dizer para novos grupos ou artistas, como estratégias para sair da 'mesmice', ou do senso comum?

RA - Que bom que as pessoas pensam assim. Gosto disso, trabalho para isso e não gosto de ser rotulado, tenho meu estilo e isso é ótimo pra mim. Canto em cima de beat de samba, de sampler, de miami beat, de jazz, de soul, porque minha vivência foi assim. Escutava samba com minha mãe, jovem guarda, brega, as modinhas, então isso foi se agregando à minha musicalidade. Como digo em “Rap Sim Rap Não”: ”eu rimo no reggae/no crunk/isso sim pra mim faz sentido/eu sou ragamurfi/sou funk/sou filho de um scrath/no meu peito tem um djembê/se é rap sim/ou rap não/agora eu te faço entender

Eu gosto de mostrar minha visão sobre variados assuntos, como eu vejo o futebol, como eu vejo o trabalho de um feirante, e coloco isso na minha música. Olho pra uma lata de lixo na rua e penso: “Dá uma música isso!”. Penso como um pintor, você pode usar varias óticas, tipos de pincel, tinta, sobre uma imagem só ou tema, você pode fazer vários quadros ou músicas, e assim vai.

Em relação aos novos artistas, tenho muito cuidado quando falo ‘mesmice’, porque a minha mesmice pode ser algo pra eles, arte não tem como julgar ou adotar padrões, não acredito em arte encomendada, criada artificialmente. Cada artista põe sua alma no trampo, até mesmo um quadro ou uma tatuagem pode ser encomendado, mas sempre terá a alma do artista.

MDC - Fale um pouco sobre o "Raphones", que é seu projeto para beats. Pretende trabalhá-lo mais a fundo?

RA –Raphones” é uma criança ainda, não quero forçar nada. Estou estudando teclado, comprei uma MPD, já produzo beats há quatro anos, e gosto de vários que fiz. No próprio “Amostra” tem alguns beats deste projeto. Estou indo com muita calma, tenho que pensar no trabalho do MC Raphão no momento.  Tenho vários beats do “Raphones” que quero usar, pois são muito bem produzidos, mas pra expandir este trampo preciso de tempo. Quero fazer mais pra frente uma mix tape do “Raphones”, mas com o selo “Ponarru” decidi que o momento é do Raphão, e ele tá nessa pegada de ir pras cabeças. Os beats deste projeto, vocês podem conferir em: www.myspace.com/raphones

MDC - Como surgiu a idéia do selo “Ponarru”? Ele tem algum diferencial em relação aos outros? Se sim, qual e por quê?

RA - Quando fiz o “Amostra”, já tinha mais ou menos 6 anos de músicas gravadas e nenhuma publicada, então veio a idéia de ter nosso próprio meio de distribuir e fazer todo mundo ouvir, por na rua (daí o nome, Ponarru). Se não chegar até as pessoas, não tem valor. E esse ano amadureci ainda mais a idéia. Quero gravar muita música, divulgar em todas as mídias possíveis e comercializar nossos produtos. O diferencial, como em todos os selos independentes, é ter certa autonomia com o que se produz, desde criação até a forma de divulgação.

MDC - O que o público do Raphão pode esperar para 2011?

RA - Três coisas: trabalho, trabalho e trabalho. Isso pra mim significa música, muita música. Quero fazer uma música melhor que a outra, acredito que assim o Rap vai se abrir mais ainda pra mim, mais portas. Nesse primeiro momento quero ser mais ouvido, mais comentado, e pra isso tem que ter trabalho. Às vezes é ruim você soltar uma música na net e ter poucos acessos, poucos comentários, me vejo como um artista que pode estar no circuito, no jogo, e um artista que merece uma atenção, então a meta pra 2011 é expandir meu público, e chegar cada vez a mais ouvidos, e é pra isso que eu trampo.

“E ai, vamo trabalhar?”




Arte desenvolvida por Edson Ikê

Download da faixa "Brigas", de Raphão Alaafin

[soundcloud width="100%" height="81" params="" url="http://api.soundcloud.com/tracks/12188151"]

Ou baixe pelo link

sexta-feira, 18 de março de 2011

Massala apresenta os eventos de abril: Massala Hip-Hop Party e Hip-HopCafé

No mês de abril, a produtora Massala Diversidade Cultural estreia em suas atividades, festas e eventos de vários tipos de culturas e linguagens.

Como o Hip-Hop é o carro-chefe, nada mais justo que iniciar apresentando dois eventos do segmento: o Massala Hip-Hop Party e a volta do  Hip-Hop Café, evento realizado em agosto de 2009 que  agora retorna com força total no comando dos Mc's Mamuti NusCorre e Tiagão.

Abaixo, confira os flyers e a programação dos dois eventos, além de um texto bem-humorado, que acompanha a arte:

MASSALA HIP HOP PARTY
Arte desenvolvida por Base MC  (Primeira Função)

Que Platão, que nada! Dia 9 de abril, a partir das 23h, a Massala Hip Hop Party será o palco do lançamento oficial do clipe "Mito da Caverna", o primeiro do MC Timm Arif, do grupo Primeira Função.
Além da premiere do vídeo, quem colar no Espaço Cultural No Fim do Mundo vai curtir as apresentações do S.I.P.A.M (Suprimento Indispensável para Amantes Musicais) e do Filosofia de Rua. Para a rapaziada não ficar parada, a festa vai contar com a discotecagem do DJ Mayk, do Terceira Safra, e do DJ Menor, também membro do Primeira Função. Quem ficou bolado com o nome do lugar, pode ficar relaxado que a casa fica na Rua Alfredo Pujol, 403, a quinze minutinhos do metrô Santana.
A entrada é R$ 10, tanto para homem quanto para mulher.
A festa é produzida pelo Massala Diversidade Cultural e conta com o apoio do Voz da Rua.




HIP-HOP CAFÉ
Arte desenvolvida por Danilo Rodrigues

O lugar mais aconchegante do Hip-Hop...mas sem Zero kcal e sem Nego Doce!!! É a definição do evento Hip-Hop Café, que volta com força total na sexta-feira do dia 15/04/ 2011, após a  bem-sucedida edição em agosto de 2009, na apresentação de Marcello Gugu. Esse ano, o evento vem totalmente reformulado: de casa nova, agora na Zona Norte, e sob o comando da festa está a dupla Mamuti NusCorre e Tiagão.

O show da noite será do Terceira Safra, grupo que está crescendo cada dia mais no cenário, e para esquentar mais esse Café, DJ Mayk comanda o som em todo o incrível ambiente do Espaço Cultural No Fim do Mundo, em mais uma grata parceria com a produtora Massala Diversidade Cultural.

O que se manteve foi o horário: das 19h as 24h, pra aquecer a sua balada ou terminar agradavalmente a sua sexta!! O preço é de cafézinho: R$7 reais! E apesar de ser Hip-Hop Café, também terá Double Chopp!!

O Hip-Hop Café é uma realização Massala Diversidade Cultural, com apoio do site Voz da Rua



Arte desenvolvida por Phill Terceiro (Terceira Safra)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Colunista da semana: Jéssica Balbino

Por que hip-hop?

Por Jéssica Balbino*

Tem sabor novo e frio na barriga. Como toda estreia. E é um prazer escrever estas primeiras linhas para o Massala. Fiquei pensando, diante da “folha em branco” sobre o que eu poderia falar. Não sei se o processo é o mesmo com todas as pessoas que escrevem, mas só consigo definir o tema depois de certa altura do texto.

Desta vez não será diferente, porém, quero falar aqui sobre hip-hop. E escrever assim, desta forma, me faz lembrar que há quatro anos, durante uma banca examinadora de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), vi um professor (mestre e doutor) questionar os alunos: “mas por que hip-hop?” e se alongou dizendo “é um tema tão batido”. Ensaiei a noite toda uma resposta para ele, na noite seguinte. Ele não fazia parte da minha banca, mas a questão ficou entalada e se fosse hoje, talvez eu me levantasse e responderia, durante a apresentação do outro grupo. Disse para toda platéia, e para ele, que falar de cultura nunca é demais. E hoje, quatro anos depois, ainda tenho essa resposta completa entalada na garganta. Talvez tenha chegado o momento de responder. Talvez ele jamais leia – a menos que eu envie esse texto para ele – mas, estou OCUPADA DEMAIS, vivendo o hip-hop, para de repente, fazer isso, no entanto, respondo caro professor, que falar de hip-hop porque é necessário, assim como falar de cultura e porque, se naquela época ele havia mudado a minha vida, imagine hoje.
Era o primeiro livro escrito, eu ainda não tinha um blog voltado exclusivamente para a cultura da periferia e tampouco recebia convites, como esse, para falar sobre o que eu quisesse. E sim, meu sonho era escrever. Crônicas, textos, contos, opiniões, livros.

Realizei todos eles e quer saber como? Através do hip-hop.

Na terça-feira pela manhã, comentei pelo twitter com o Alessandro Buzo e o Dudu de Morro Agudo, duas pessoas que conheci através do hip-hop e que acrescentaram muito em minha vida, que a cultura tem disso, né?! Traz-nos pessoas interessantes, que por mais que o mundo gire, vão continuar ali, produzindo seu trabalho e nos inspirando.

E por falar nisso, lembrei-me dos sonhos. Deveria, há quatro anos, ter mostrado isso ao tal professor. Ter dito a ele que o hip-hop permite sonhar e, mais do que isso, nos dá ferramentas para realizar. Acho que estou no caminho. Um dia, sonhei em poder, com as minhas pesquisas e palavras, mudar algo na vida das pessoas. Na última semana, recebi a notícia de que um trecho do meu livro havia sido inserido num livro didático do Estado do Rio Grande do Sul. Quer recompensa maior que essa? Ter o trabalho usado como ferramenta de educação ou ver alguém dizer: seu trabalho me fez aprender algo. Não tem preço e aí, querido professor, falar de hip-hop por isso. Por que transforma a vida das pessoas, para melhor.

*Jéssica Balbino é jornalista, escritora, blogueira e otimista. Acredita num mundo melhor a partir do hip-hop e da cultura ,e trabalha por isso

segunda-feira, 14 de março de 2011

Grupo Sipam - Ensaio Fotográfico e Entrevistas

No mês de fevereiro, em sua primeira parceria com a fotógrafa Jess Penido, a produtora Massala Diversidade Cultural realizou o ensaio fotográfico do grupo S.I.P.A.M. (Suprimento Indispensável para Amantes Musicais). A locação escolhida foi o centro velho de São Paulo: ruas e becos da região da Sé e Santa Ifigênia serviram de cenário para a demonstração tanto do talento da fotógrafa quanto do grupo.

Aqui no site do Massala, você poderá conferir como ficou o ensaio completo e um bate-papo tanto com Jess, quanto com o MC Guigo, integrante do grupo, falando sobre as impressões deste trabalho, referências e também sobre o S.I.P.A.M. Vale a pena conferir!!

Entrevistas realizadas por Ana Fonseca.

Jess Penido, fotógrafa:
Massala Diversidade Cultural: Como é o processo de escolha da locação para os ensaios
que realiza?

Jess Penido: Quando se trata de música, digamos que ela mesma escolhe o cenário (risos). Eu costumo ouvir o som de quem vai ser fotografado, vejo o que a música diz. A música sempre tem algo a dizer.

E então vem todo o processo de exploração do local, mas ao contrário do que alguns fazem, eu não vou antes ao lugar, prefiro tudo do jeito Freestyle. No caso do Grupo S.I.P.A.M., por exemplo, depois do ponto de partida fomos caminhando pelas ruas e becos e escolhendo os melhores lugares para fotografar. Talvez um modo de sentir a cidade, entrar na sintonia do concreto e transmitir nas fotos mais do que referências, mas também um significado.

MDC: Porque escolheu o centro da cidade para o trabalho com o grupo S.I.P.A.M? Você sentiu que o trabalho musical do grupo agregou valor ao ensaio? Teve alguma identificação com a locação escolhida?

JP: O som do S.I.P.A.M é muito urbano, suas letras expressam esse cotidiano de uma forma sagaz. Logo o Centro de SP era o lugar ideal. Mas onde seria o ponto de partida? Foi então que a própria capa do CD do grupo mostrou o ponto de partida: Ed. Altino Arantes (é uma das mais belas arquiteturas de São Paulo, e a vista quando se olha do Vale do Anhangabaú para o Edifício é simplesmente magnífica). Daí foi só uma questão de andar, fotografar pelas imediações e escolher os pontos mais conceituais, como a foto com o guarda-chuva.

É uma visão bem sutil, mas essa é a ideia, ver o que quase ninguém veria pra o trabalho ser sempre original, e de certo o Grupo S.I.P.A.M. faz isso, mostra através do seu som coisas que muita gente vê mas quase ninguém enxerga.



MC Guigo, grupo S.I.P.A.M.:

Massala Diversidade Cultural: Qual a impressão do grupo S.I.P.A.M. sobre o processo e o resultado deste ensaio fotográfico?

Guigo: A impressão que tivemos foi que o ambiente onde foi feito o ensaio estava perfeito para a essência do grupo. Temos um estilo que chamamos de "espírito urbano". O resultado ficou perfeito, afinal, pela maneira como foi conduzido por pessoas que contribuíram (fotógrafa, produtora e assessora de imprensa), mostrou realmente a alma e a essência do grupo.

MDC: Com um ensaio fotográfico profissional, novos eventos e shows, vocês acham que está se iniciando uma nova fase para o S.I.P.A.M.?

G: Acredito que sim, pois na verdade cada dia que se passa, temos uma certeza maior.As coisas estão fluindo naturalmente,claro que com o triplo de dedicação, e aos poucos estamos vendo o resultado desse novo ciclo.

MDC: Algumas pessoas comentam que o grupo tem muita influência, e até chegam a 'copiar' o grupo Pentágono, até pela região de origem ser próxima. Como vocês encaram esse fato? Esta grande influência realmente ocorre? Se sim, pensam em dar uma identidade própria ao grupo?

G: As nossas principais influências, em termos de flow, foram o SPFUNK e o Looptroop. Em relação às pessoas que acha isso, aí vai de cada um. Claro que o fato de ter sido o Apolo(A.G. Soares) o produtor do disco do S.I.P.A.M. e dos demais discos do Pentágono se torna óbvia uma marca registrada nos beats,mas em termos de flow, jamais. Sempre tivemos essa preocupação, de não ficarmos semelhantes a nenhum grupo, tanto que em estúdio muitas vezes eles estavam presente, e em NENHUM momento foi mencionado que estávamos "copiando". Se estivéssemos, com certeza o próprio Pentágono se manifestaria. Então hoje em dia, temos a consciência que essa "influência musical” não acontece. Gostamos muito do som do Pentágono, mas não a ponto de se deixar influenciar. Enfim, justificativas à parte, quando é uma crítica construtiva,acatamos sem problemas. Mas quando sentimos que é algo maldoso, simplesmente usamos aquela velha frase: "Sua opinião não me interessa".

MDC: Como vocês analisam o trabalho de produção cultural e assessoria de imprensa? Isso é fundamental para um bom desenvolvimento do trabalho ou é algo dispensável?

G: Este trabalho é extremamente importante para o crescimento de um grupo,em vários aspectos. Pelo menos para nós, é de extrema importância,principalmente quando se trabalha com pessoas que mostram interesse em fazer uma história, independente de ser “famoso”
ou não.Ainda existem mentes fechadas com o relação ao profissionalismo do rap,acham que ter produtora cultural ou assessoria de imprensa significa status, ou desnecessário, resolvem por si próprios,mas não entendem o quanto é importante encarar e viver o rap de maneira
profissional. É “fácil” fazer rimas, gravar e produzir então nem se fala..quantos beatmakers existem hoje em dia? Mas uma coisa é fato, quanto mais dedicação e profissionalismo o grupo tiver mais as portas se abrem.

MDC: Quais os projetos do grupo, a curto e médio prazo neste ano?

G: Divulgar, expandir ainda mais o nosso primeiro trabalho, a volta da festa "Escutaí!", que passa por reformulações no momento, e provavelmente um EP com músicas novas,porém essa ultima vamos deixar na surpresa!!

Confira algumas fotos do ensaio Fotográfico do grupo que se apresenta dia 19/03 no Festival RevivaRap e dia 09/04 no Massala HipHop:

sexta-feira, 11 de março de 2011

Massala Diversidade Cultural produz primeiro clipe de Timm Arif


Foto: Jess Penido




Na tarde desta segunda-feira, 07 de março, foram finalizadas as gravações do primeiro vídeo clipe do MC Timm Arif, integrante do grupo Primeira Função. Dirigido pelo produtor musical Issv, do Coisa Simples Estúdio, também produtor de "Paulistano", do MC Mamuti NusCorre, o  clipe de  "O Mito da Caverna", canção tirada do single homônimo e mais novo trabalho de Arif, foi ambientado no Jardim Brasil, zona norte de São Paulo.

Com produção de Base MC, também integrante do Primeira Função, a música fará parte do CD homônimo de Arif.  Ainda sem data confirmada tanto o clipe quanto o CD tem lançamento previsto  para o primeiro semestre de 2011.

Enquanto finalizam-se os trabalhos, o Primeira Função diponibilizou o  Making Of da produção de "O Mito da Caverna". Gravado de improviso, no estúdio musical de Base (Refugi-Áudio Estúdio)  e, em tom de brincadeira, o vídeo dá uma idéia de como ficará o single, além de proporcionar ao espctador conhecer um pouco mais do grupo.






Confira também a agenda de shows do gurpo no mês de abril:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Colunistas Massala Diversidade Cultural - Mamuti NusCorre

“Cença” aqui.

Você parou pra pensar que existe uma visão de mundo além da que você tem? Provavelmente, NE?! E no mundo do rap não é diferente. Há várias visões, o que não quer dizer que uma seja mais correta que a outra, são apenas pontos de vista diferentes.

A diversidade garante a sobrevivência de uma espécie, e assim é com as culturas: se não houvessem pontos de vista, opiniões e jeitos diferentes de expressá-los, o Rap e o Hip-Hop já teriam ido para o limbo há muito tempo, desde quando alguns inventaram (e outros abraçaram) que o certo era dar ‘orelhada’ na molecada, de forma a falar que correto mesmo era ser como muitos dos MC’s falavam, e não como eles muitas vezes agiam nos bastidores. Mas isso é assunto para outras linhas.

Escrevi tudo isso, só para dizer que aqui expressarei meu ponto de vista, que pode não ser igual, nem parecido, às vezes até contrário ao seu, o que não quer dizer que seja mais certo, é só minha opinião, e estarei sempre aberto para ouvir/ler a sua, mesmo que oposta, porque é isso - diversidade de opiniões - que nos impede de cair em uma vala comum, e sermos, como já fomos intitulados, uma "Cultura de Bacilos".

Mas saiba que não sou de agressões gratuitas, todas as minhas opiniões são formadas e fundamentadas em fatos e argumentos sólidos, e por mais que não mudem sua opinião (e nem quero isso), mostram que não falo de nada sem o mínimo conhecimento da causa.


Mamuti NusCorre é tecnólogo em Produção Audiovisual, vice-campeão da Liga dos MC’s 2011, no Rio de Janeiro.Integrante do grupo NusCorre, é co-idealizador do festival Reviva Rap e fundador do site Voz da Rua. Foi campeão das batalhas de mc da “Rinha dos MC’s”, “Peleja da Gangueiragem”, “Batalha do Santa Cruz”, “Super Contra” e “Rua do Flow” (interior de São Paulo).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Site Massala estreia time de colunistas

A partir deste mês, o Massala Diversidade Cultural conta com um time incrível de colunistas, que irão transcrever seus pontos de vista sobre suas áreas de atuação e muito mais, de forma fácil, bem humorada e leve.

Todos são atuantes em suas áreas, e se destacam pelo talento e criatividade. Neste espaço, teremos colunas sobre música, dança, economia, literatura, artes visuais e atualidades em geral, sempre com novidades em cada segmento.

A coluna será publicada no site toda quarta-feira, a partir do dia 09/03, e quem estreia é o MC Mamuti NusCorre. Confira os demais colunistas do Massala Diversidade Cultural: